Cães que vivem na Serra terão coleta de material para exame de saúde no dia 11

Publicada em 05/08/2016 às 15:50

Uma equipe da Secretaria Municipal de Planejamento e Meio Ambiente esteve em 32 propriedades rurais do entorno da Reserva Biológica da Serra do Japi para o agendamento de ações de prevenção de doenças silvestres em cães no dia 11 de agosto. A medida é um projeto-piloto em uma das linhas recomendadas pelo Programa Município Verde e Azul (PMVA), da conexão entre saúde humana e meio ambiente, e foi orientada pelo registro de circulação de alguns animais domésticos pelas câmeras fotográficas em infravermelho que passaram a ser usadas no monitoramento de fauna no ano passado.

A ação vai envolver a coleta de amostras por equipes do Departamento de Meio Ambiente e da Coordenadoria de Bem Estar Animal, voltadas principalmente para a detecção de indícios mesmo assintomáticos de leichmaniose e leptospirose. Os exames serão feitos em laboratório do Centro de Controle de Zoonoses do Estado. Amostras de fontes de água utilizadas pelos moradores também serão analisadas pelo laboratório da DAE.

A área do projeto-piloto, que depois será replicado em outras regiões do território de gestão da Serra do Japi, é a antiga Estrada do Mirante – atual avenida Brasil Tâmega, na zona protegida inclusive pela Divisão Florestal da Guarda e que com a avenida Gumercindo Barranqueiros e a avenida Jundiaí formava um dos acessos originais da serra pela região do Centro Histórico e que aos poucos foi invadido pela expansão urbana.

De acordo com a equipe inicial do agendamento, formada pelos técnicos do setor Adriano Zonaro, Luciana Maretti e Karina Lima, a preocupação foi muito bem recebida pelos proprietários ou caseiros das áreas envolvidas. Uma das causas atuais de novas doenças é a invasão humana de áreas de mata e os cuidados com animais domésticos (pets) contra doenças silvestres também evita que as doenças desses animais, como as cinomoses, possam infectar a fauna nativa.

“O questionário aplicado junto a essas áreas sobre o cotidiano dos animais também é importante para ajustarmos ações preventivas”, afirma o diretor Marcelo Pilon.

Consciência – De acordo com o monitor da Base Ecológica da Serra do Japi, o biólogo Ronaldo Pereira, a percepção empírica é de redução do número de animais domésticos abandonados na região. “Além de uma maior consciência, as pessoas sabem cada vez mais que abandono ou maus tratos é crime”, afirma ele, em convergência com a campanha de guarda responsável divulgada pela Cobema com parceria da Secretaria de Planejamento e Meio Ambiente com a Secretaria de Educação.

Para a coordenadora pedagógica Neichelle Fabrício Langona, da escola municipal EMEB Pedro Clarismundo Fornari, a relação das pessoas com o meio precisa ser valorizada. Ela cuidou da visita de uma classe de sexta série dos alunos da região do Rio Acima em uma trilha educativa da Rebio e destacou que os conceitos de solo e de rochas vistos em sala de aula ganham outro sentido com uma visita. “Percebem na prática a relação disso com as outras partes do ambiente, inclusive a vida”, destacou.



Link original: https://saladeimprensa.jundiai.sp.gov.br/2016/08/05/caes-que-vivem-em-torno-da-serra-terao-coleta-de-materiais-para-exames-de-saude-no-dia-11/

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