Defesa Civil de Jundiaí cria o Mapa da Chuva

Publicada em 24/09/2015 às 03:00
Dorival Pinheiro FilhoFernando Mazzei mostra as regiões mapeadas em Jundiaí: prevenção contra a chuva

Fernando Mazzei mostra as regiões mapeadas em Jundiaí: prevenção contra a chuva

Interligada a satélites de última geração disponibilizados pelos mais conceituados institutos climáticos do Brasil e com a colaboração precisa de equipamentos de ponta, como pluviômetros, a Defesa Civil de Jundiaí fez, nesta quinta-feira (24), o lançamento do Mapa da Chuva.

Com base nos dados lançados num sistema digital é possível saber, por exemplo, que o Caxambu é a “Amazônia de Jundiaí”, a região que mais chove. A afirmação agora é comprovada por números.

A área tem um acumulado de 696mm de chuva nos primeiros sete meses de 2015. No ano passado, o acumulado foi 841mm em 12 meses. Números que comprovam um 2015 com a possibilidade de ser bem mais chuvoso.

E as revelações não param por aí. O Mapa da Chuva da Defesa Civil de Jundiaí mostra que a soma do acumulado entre janeiro a setembro deste ano é 6.607,11mm e que, em todo ano de 2014, Jundiaí teve 6.446,47mm de acumulado.

“Como a previsão é de chuva nos últimos meses do ano, estimamos que a marca final de 2015 seja superior a de 2014”, aposta o assessor municipal da Defesa Civil, Fernando Salvia Mazzei. Apaixonado pelas variações climáticas, foi Mazzei que criou o Mapa da Chuva.

A Defesa Civil de Jundiaí tem como coordenador o coronel Eduardo Luiz Carbonari e o órgão é ligado à secretaria de Relações Institucionais, que tem à frente o secretário Liraucio Tarini Júnior. Com uma equipe capacitada e fortemente treinada, o departamento está preparado para intervir em situações de emergência.

Segundo Mazzei, o Mapa da Chuva foi elaborado a partir dos números colhidos nos pluviômetros espalhados pelo município. São 13 da DAE e outros cinco instalados em escolas por meio do Centro de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden), departamento ligado ao governo federal, que colocou Jundiaí entre os 242 municípios prioritários.

Outros quatro equipamentos para medir a quantidade de chuva serão enviados a Jundiaí pelo Cemaden. O prazo ainda não foi estipulado. “A partir da coleta dos números, inserimos no programa de computador e tiramos a base do acumulado de chuva. Podemos agora saber as regiões que mais chovem, índices anuais, trimestrais, mensais e diários. Isso nos favorece na hora de traçar estratégias de prevenção e ação em áreas de risco”, comenta Mazzei.

Além dos pluviômetros, a Defesa Civil de Jundiaí participou do curso oferecido pelo Instituto de Pesquisas Meteorológicas da Universidade Estadual Paulista ( Unesp), que garantiu acesso à equipe a seus radares (Bauru e Presidente Prudente), que cobrem uma ampla área do território brasileiro, além de todo o Estado de São Paulo.

Com isso, a Defesa Civil de Jundiaí monitora a formação de precipitações a quilômetros de distância e com base nos cálculos atualizados em curtos espaços de tempo saberá a hora que a chuva irá chegar ao município e sua densidade.

“Este sistema é muito importante para nosso sistema de alerta. Vamos saber a hora exata da chegada de uma tempestade, por exemplo, e o com que volume vai nos atingir. Assim, teremos tempo de utilizar os torpedos, via SMS, para prevenir os moradores de áreas de risco com antecedência”, conta Mazzei, que do que o São Camilo, Tamoio, Sorocabana e Tulipas são as áreas monitoradas.

“Outro ponto importante do Mapa da Chuva é poder estabelecer o histórico e principalmente conhecer os locais onde se devem ser aplicados os recursos da melhor maneira possível”, diz.

Dorival Pinheiro FilhoComputador mostra imagens de radares espalhados pelo Estado de São Paulo: hora marcada para chegar

Computador mostra imagens de radares espalhados pelo Estado de São Paulo: hora marcada para chegar


Por Ivan Lopes

Link original: https://saladeimprensa.jundiai.sp.gov.br/2015/09/24/defesa-civil-de-jundiai-cria-o-mapa-da-chuva/


Sala de Imprensa | Desenvolvido por CIJUN
www.jundiai.sp.gov.br