SAÚDE NO CAMPOPrevenção é feita durante todo o ano pelo CEREST

Publicada em 25/02/2011 às 04:02
Murilo BorçalAgricultores passaram por triagem auditiva com a quipe do CEREST

Agricultores passaram por triagem auditiva com a quipe do CEREST

O programa Saúde no Campo é uma atividade que reforça outras ações desenvolvidas por diferentes órgãos que atuam na área da saúde do trabalhador. Em Jundiaí, o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador – CEREST – tem atuado de forma muito positiva com o pessoal ligado à agricultura, através de uma feliz parceria das Secretarias de Saúde, Agricultura e Abastecimento e Unicamp. Segundo a gerente do órgão, Márcia Rosa, as atividades pontualmente nesta área (trabalho no campo, trabalhador rural, agrotóxicos) foram iniciadas em 2010, com a capacitação dos seus profissionais, pelo Estado.

As ações do CEREST basicamente, englobam três grandes áreas: Vigilância, Assistência e Educação, visando essencialmente à promoção da saúde do trabalhador. “O CEREST é uma Unidade especializada, um pólo irradiador da cultura da saúde do trabalhador, que deve necessariamente ser desenvolvida em todos os níveis de atenção à saúde”, explica Márcia. Segundo ela, qualquer atividade laboral, não somente no trabalho rural, onde ocorre uma suspeita que possa haver relação entre a queixa do trabalhador com a atividade executada (o trabalho como gerador do agravo/doença), este pode ser encaminhado ao Cerest, através da rede básica de saúde do município, para avaliação por uma equipe mulltidisciplinar, na abordagem do nexo de causalidade, e tomada de condutas pertinentes.

Especificamente em relação ao trabalhador rural, esse está exposto a diversas situações, como o uso de substâncias agrotóxicas (chamados “defensivos agrícolas”, “praguicidas”, “pesticidas”, “agroquímicos”, dentre outros), podendo causar intoxicações agudas ou crônicas, efeitos danosos ao organismo como alterações neurocomportamentais, alergias, hepatopatias, insuficiência renal, depressão, cancer, e outros. Bem como o trabalhador rural também está exposto à doenças osteomusculares, além do risco de acidentes (ferimentos leves ou graves, quedas, fraturas, etc), doenças como dengue, febre amarela, leptospirose, tétano, acidentes com animais peçonhentos, etc.

O Brasil é o 1º maior consumidor mundial de Agrotóxicos e dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) apontam que ocorrem a cada ano 3 milhões de intoxicações agudas e a cada caso notificado estima-se outros 50 casos de intoxicações por agrotóxicos. Também, a mesma Organização, estima em 25 mil casos por ano de sequelas neurocomportamentais e 40 mil casos de câncer por agrotóxicos (por ano).

Nesta segunda edição do Saúde no campo, o CEREST introduziu o procedimento de triagem auditiva, pois a utilização de maquinários e de substâncias agrotóxicas no desenvolvimento da atividade rural também oferecem riscos à saúde geral do trabalhador e à saúde auditiva. “Também na segunda edição do “Saúde no Campo”, no bairro do Traviú, contamos com a presença da unidade de saúde do bairro (na verificação de pressão arterial e outras orientações) e da Unidade de Saúde Vila Maringá, com a equipe de Agentes Comunitários”, completou a gerente.

Murilo BorçalMárcia Rosa, gerente do CEREST: equipe capacitada na prevenção

Márcia Rosa, gerente do CEREST: equipe capacitada na prevenção


Por Assessoria de Imprensa

Link original: https://saladeimprensa.jundiai.sp.gov.br/2011/02/25/saude-no-campoprevencao-e-feita-durante-todo-o-ano-pelo-cerest/


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