Desospitalização é o caminho para a recuperação das drogas

Publicada em 10/02/2011 às 01:44
José Aparecido dos SantosA secretária Tânia Pupo; "todos devemos nos envolver"

A secretária Tânia Pupo; "todos devemos nos envolver"

A afirmação é da secretária Municipal de Saúde, Tânia Pupo, ao abrir, nesta quinta-feira (10) o Seminário de Capacitação para Agentes de Tratamento do Uso de Álcool e Drogas, realizado pelo Conselho Municipal Antidrogas – Comad – no auditório da Cúria Diocesana de Jundiaí. O evento, que terá duração de dois dias, conta com 120 inscritos, todos profissionais da área de saúde e representantes de clínicas e comunidades terapêuticas da região, e recebe apoio do Instituto Alerta, entidade do Terceiro Setor que atua na promoção de ações voltadas à prevenção, tratamento, recuperação e ressocialização de dependentes químicos.

Estiveram presentes, além dos palestrantes, o presidente do Instituto Sapiens Vita, ex-deputado federal e ex-prefeito André Benassi; o assessor da presidência do Instituto Alerta, Antonio Carlos Pirilo; a ex-secretária de Integração Social, Marialice Fossen; representantes do Poder Legislativo Municipal e o tenente Martinelli, representando o comando do 11º Batalhão da Polícia Militar de Jundiaí.

Para a secretária Tânia Pupo, as drogas hoje representam uma questão de saúde pública e o trabalho tanto no que diz respeito ao tratamento quanto à prevenção deve ser feito com o envolvimento de toda a sociedade, que deve se apropriar de todo o conhecimento que tiver. “Cada vez mais, as ações têm como foco o que chamamos de desospitalização, de forma a promover a reintegração do dependente”, explicou. E esta tem sido a política da Secretaria Municipal de Saúde no tocante às drogas. Tânia levou uma apresentação em vídeo da estrutura montada na rede para atender os dependentes de álcool e drogas, que representam 25% dos atendimentos ligados à área de saúde mental nas unidades de saúde.

A secretária fez um balanço positivo da Conferência Municipal de Saúde Mental Intersetorial, realizada no ano passado e comentou as experiências exitórias dentro das metas de redução progressiva dos leitos psiquiátricos. Em Jundiaí, o Centro de Atendimento Psicossocial (Caps) tem papel fundamental no sucesso das políticas de saúde mental. “Os Caps representam uma modalidade substitutiva das instituições hospitalares, que contribuem para o reencaminhamento do indivíduo ao convívio social”, explicou. Atualmente, são 350 atendimentos de adultos e 140 infantis. A par disso, toda a rede municipal está aparelhada na questão da saúde mental, dentro do que é chamado de matriciamento, em que as equipes atuam dentro das unidades de saúde . “Muitas vezes, nas situações de crise, a que qualquer pessoa pode estar sujeita, a intervenção nas UBSs já é suficiente para conter o problema. Além disso, para o encaminhamento dos casos mais complexos, foi ampliada a estrutura, com a criação dos leitos no Hospital São Vicente, no Hospital Universitário e por meio dos convênios com o Cead (Centro Especializado no Tratamento de Dependência de Álcool e Drogas), para atender casos envolvendo álcool e drogas. A explanação sobre o trabalho da Secretaria de Saúde teve continuidade através da coordenadora do setor de Atenção à Saúde Mental, Leila Miguel.

Jundiaí merece um trabalho mais intenso

O presidente do Conselho Municipal Antidrogas, Edmílson Borges, abordou um ponto que é fundamental para que o trabalho de prevenção e combate às drogas em Jundiaí tenha bons resultados. Segundo ele, é necessário fazer um levantamento das instituições que trabalham com a dependência e o que elas precisam para se regularizar para poder integrar efetivamente a rede de atendimento, dentro das exigências mínimas da Anvisa. “Até mesmo com relação à participação nos recursos disponibilizados para o setor, considerando que na falta de centros especializados, essas instituições conseguem suprir essas deficiências, mas é preciso estarem regularizadas”, disse.

Para Edmílson, Jundiaí merece um olhar diferenciado dos setores governamentais, pelo papel que desenvolve, atuando não só no tratamento da dependência como também, na prevenção. “O trabalho existente hoje na cidade é de grande importância”, destacou o presidente.

O seminário prossegue nesta sexta-feira, último dia, com a participação do vice-presidente da Federação Brasileira de Comunidades Terapêuticas, Luiz Carlos Rossine. “Formalidades jurídicas”, “A nova lei da filantropia” e a importância do terceiro setor são alguns dos temas a serem ainda discutidos no evento.

José Aparecido dos SantosLeila deu sequência à exposição da Secretaria de Saúde

Leila deu sequência à exposição da Secretaria de Saúde


Por Assessoria de Imprensa

Link original: https://saladeimprensa.jundiai.sp.gov.br/2011/02/10/desospitalizacao-e-o-caminho-para-a-recuperacao-das-drogas/


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